Indústria pede pressa com as salvaguardas
Apesar da pressa do setor privado, o governo brasileiro até o momento não abriu nenhum processo e informa que os prazos legais sequer começaram a contar

DCI – Política Econômica – Comércio Exterior – Pág. A-3 – Juliana Santos
Desde que o governo federal regulamentou a aplicação de salvaguardas contra as importações de produtos chineses, em outubro de 2005, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) encabeçou 13 pedidos, alguns deles enviados ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) há quase quatro meses. Mas, apesar da pressa do setor privado, o governo brasileiro até o momento não abriu nenhum processo e informa que os prazos legais sequer começaram a contar.
Até o momento, os grupos produtivos que protocolaram petições junto ao Departamento de Defesa Comercial (Decom), por meio da Fiesp, são alto-falantes, cabos de aço, pedivelas (barra que liga os pedais) para bicicletas, escovas, armações de plástico e de metal para óculos, óculos de sol, óculos de correção, vidros. Somente em têxteis, os pedidos abrangem: seda, fio poliéster, veludo, tecidos sintéticos, calças, camisas de malha, suéteres e sobretudos.
Além destas, outras petições estão em preparação, englobando os seguintes itens: vidros, agulhas, câmaras de ar, pneumáticos novos para terraplanagem, pneumáticos novos para caminhoneta, motocicleta e industriais, pneumáticos novos para ônibus e caminhão, pneumáticos novos para automóveis de passageiros, alicates, máquinas de injeção para plásticos, compressores, discos diamantados, parafusos e porcas, meias soquetes desenhadas, lâmpadas e revestimentos de cerâmica e porcelanato.